Denúncias de maus-tratos cometidos por agentes policiais continuaram não sendo investigadas de modo imediato, aprofundado e imparcial. Relatos de violência doméstica apresentaram leve redução. Famílias ciganas que viviam em Beja não tiveram acesso à moradia adequada.
Após a adoção do relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre a Revisão Periódica Universal, Portugal se comprometeu a intensificar os esforços para assegurar que denúncias de maus-tratos ou de uso excessivo da força por agentes policiais sejam investigadas de maneira imediata, detalhada e imparcial. Em pelo menos dois casos, as investigações dessas denúncias não fizeram praticamente nenhum progresso, anos depois de os fatos terem ocorrido.
Em abril, foram adotadas novas regulamentações para proteger as mulheres contra a violência doméstica. Reconheceu-se que as vítimas tinham direito a receber informação, proteção, abrigo, assistência financeira e de outra natureza. A quantidade de denúncias de violência doméstica apresentou uma pequena redução com relação a 2009. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima registrou 15.236 denúncias de violência doméstica em 2010, comparadas com 15.904 registradas em 2009. Entretanto, a ONG União de Mulheres Alternativa e Resposta registrou 43 homicídios em 2010, comparados a 29 em 2009.
Início da páginaNo dia 29 de abril, o Centro Europeu pelos Direitos do Povo Cigano ajuizou uma ação junto ao Comitê Europeu dos Direitos Sociais, argumentando que Portugal havia violado o direito à moradia dos ciganos que viviam na Quinta das Pedreiras.
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